O dano moral é uma das causas mais frequentes nas varas cíveis do Brasil. Apesar da popularidade do tema, muita gente ainda tem dúvidas sobre o que realmente o configura e quais valores são praticados pelos tribunais.

O que é dano moral?

É a lesão a direitos da personalidade: honra, dignidade, imagem, privacidade, integridade psicológica. Diferente do dano material, o dano moral atinge a esfera emocional e psíquica da pessoa.

Exemplos de situações que geram dano moral

  • Nome negativado indevidamente no SPC/Serasa;
  • Produto defeituoso que causa constrangimento ou lesão;
  • Demissão com acusações falsas ou vexatórias;
  • Vazamento de dados pessoais por empresa;
  • Cobrança abusiva após pagamento comprovado;
  • Acidente causado por negligência de terceiro.

Nem todo aborrecimento é dano moral

Os tribunais distinguem entre o mero aborrecimento cotidiano e o efetivo abalo à dignidade. Fila longa no banco ou atendimento ruim, isoladamente, geralmente não são suficientes.

“Para caracterizar o dano moral indenizável, é preciso demonstrar que o fato gerou sofrimento real, ultrapassou a tolerância razoável e atingiu direitos da personalidade de forma concreta.” — Dra. Ana Lima

Qual o valor da indenização?

O juiz avalia a gravidade do fato, a conduta do causador, a extensão do sofrimento e a situação econômica das partes. Em casos de negativação indevida, os valores costumam ficar entre R$ 3.000 e R$ 15.000.

Se você acredita ter sofrido um dano moral, consulte um advogado antes de qualquer decisão. A análise do caso concreto é essencial para avaliar as chances de êxito e a estratégia adequada.